quinta-feira, 22 de abril de 2010

NBTA:a paralisação afetou negativamente viagens em 80% das empresas








Uma pesquisa aplicada pela NBTA Foundation - o braço de pesquisa da NBTA - National Business Travel Association - em gestores de viagens corporativas das maiores corporações do mundo, concluiu que a nuvem vulcânica sobre a Islândia e a maior parte da Europa, impactou negativamente as viagens de 80% das empresas, em um custo médio estimado em aproximadamente US$ 200 mil por empresa afetada, destacando a importância de uma efetiva administração das viagens corporativas.

A pesquisa com 234 participantes indicou que, em média, mais de 160 viajantes de cada companhia ficaram “paralisados ou encalhados” longe de suas casas, custando às empresas mais de US$ 197 mil em despesas de viagens imprevistas. Entre as aproximadamente 2.000 empresas representadas pela pesquisa, os dados indicam que mais de 310 mil empregados tiveram problemas de interrupção em suas viagens, custando às companhias pesquisadas mais de US$ 367 milhões coletivamente.

Michael W. McCormick, diretor executivo e COO da NBTA, disse: “Este foi um desastre natural para o livro dos recordes e um sobre o qual a indústria de viagens vai lembrar e aprender por muitos anos. A lição imediata é o poder da gestão de viagens nas empresas. Os travel managers estiveram trabalhando em jornadas estendidas por vários dias - junto com fornecedores parceiros nas travel management companies, companhias aéreas, hotéis, operadoras de trens e locadoras de automóveis -, para acomodar aqueles que estavam “paralisados” pelo fechamento do tráfego aéreo”.

O fechamento do espaço aéreo europeu também forçou o cancelamento de muitas viagens de negócios e de eventos, antes que elas começassem. A NBTA estima que suas empresas afiliadas cancelaram cerca de 5.600 eventos corporativos programados e mais de 165 mil viagens que ainda não aconteceram. E McCormick continua: “Imaginem, além dos prejuízos financeiros, quantas oportunidades as empresas perderam. Reuniões foram canceladas, clientes não foram visitados, mãos não foram apertadas e negócios não foram fechados”.

Apesar dos prejuízos financeiros, uma crise dessa magnitude prova o valor da administração de viagens. 76% das empresas afetadas foram capazes de assegurar a permanência em hotéis de seus viajantes “paralisados” e 62% fizeram arranjos alternativos de viagens, como a acomodação em voos charters (fretados) ou ônibus. Os gestores de viagens também proveram recursos de emergência para deslocar os viajantes (35%) e ajustaram suas políticas ou tetos de reembolso de despesas (23%). Um dos participantes da pesquisa respondeu: “Temos um amplo plano de recuperação de desastres. Apenas ativamos o plano e nossos viajantes e agências de viagens corporativas souberam exatamente o que fazer”.

McCormick comentou: “Habitualmente esquecemos o aspecto humano em crises como esta. As pessoas ficaram “paralisadas” por dias, muitas sem fundos suficientes ou mesmo sem uma quantidade suficiente de roupas limpas. Escutamos que travel managers ajudaram parentes desses viajantes a solucionar problemas para seus filhos, mães que perderam o casamento de suas filhas e até mesmo um viajante que não pôde voltar para casa para o enterro de seu pai. Os gestores de viagens ficaram em permanente contato com essas pessoas, trabalhando diligentemente para trazê-los para casa o mais rapidamente possível”.

E finalizou: “As empresas que ainda não possuem um sólido programa de administração de viagens implantado, não cumpriram com seu dever e responsabilidades nesta crise. Eu espero que nas próximas semanas elas estejam examinando suas políticas e decidindo pela implementação das melhores práticas em gestão de viagens, como a centralização das reservas e o rastreamento dos viajantes”.

Fonte:NBTA-National Business Travel Association.

Nenhum comentário:

Estatuto do Comite de Viagens Corporativas

DATA: 04.06.2001
Atualizado em: 30.09.2009 e 14.05.2010, por unanimidade.

ESTATUTO

FUNDAÇÃO

Fundado em maio de 2001, formado por Gestores de Viagens, representando as empresas onde atuam.

OBJETIVOS

O Grupo tem por objetivo atuar no mercado de viagens de negócio, através de “benchmarking” e otimização de processos administrativos, visando atender as necessidades e expectativas do Grupo e das empresas, obtendo resultados significativos e influenciando positivamente nas mudanças ocorridas neste mercado.

Em função das particularidades das empresas representadas no Grupo, será mantido um alto padrão de ética em relação às informações passadas e discutidas, conforme Código de Ética denominado “Anexo A” do presente Estatuto.
Parágrafo ÚNICO: As negociações comerciais das empresas representadas no grupo não são objeto de discussão no mesmo.

ESTRUTURA:

Para efeito de organização interna, o grupo manterá um número máximo de 20 (vinte) empresas representadas, contando com uma Coordenação composta de três membros eleitos pelo voto direto, tendo como atribuições:

- Elaborar pauta das reuniões e levar ao conhecimento do grupo para aprovação.
- Organizar e disponibilizar recursos para realização das reuniões.
- Convidar e coordenar a presença de convidados externos.
- Coordenar as reuniões conforme pauta e critérios pré-estabelecidos.
- Atuar como ponto focal para os integrantes do Comitê.
- Elaborar e divulgar Atas das Reuniões para todos os integrantes do Comitê.
- Manter controle de presença e adesão, levando para definição pelo Comitê os casos de desligamento e admissão.

REUNIÕES E EVENTOS:

O Comitê se reunirá com periodicidade mensal, em local, data e horário definidos nas reuniões, respeitando a antecedência mínima de 30 dias para realização. Reuniões extraordinárias poderão ser convocadas para tratar de assunto emergencial específico.

PARTICIPAÇÃO:

A participação nas reuniões é obrigatória.
Só serão aceitas como justificativas de faltas, aquelas que estiverem fundamentadas nos casos de férias, luto, gala ou licença maternidade/paternidade.

Serão abonadas as faltas nos casos de reuniões realizadas fora da cidade do Rio de Janeiro.

O titular pode ser representado por um suplente, desde que habilitado a discutir os assuntos objeto dos encontros.

PREMISSAS PARA ADESÕES E PERMANÊNCIA:

- Tenha vaga em aberto, dentro do limite de empresas estabelecido no estatuto.
- Tenha ocorrido o convite ou indicação de um dos componentes do grupo.
- Encaminhe o questionário de avaliação devidamente preenchido, com os dados da empresa e da pessoa que irá representá-la no Comitê.
- Exerça controle efetivo sobre as despesas de viagens e política de sua empresa.
- Seja aprovado pela maioria dos atuais membros do Comitê.

DESLIGAMENTOS:

Os desligamentos do grupo poderão ocorrer nos seguintes casos:

a) Solicitação por escrito do componente (ação voluntária).
b) Falta injustificada em 03 (três) reuniões ordinárias durante o ano, consecutivas ou não.
c) Conduta antiética do componente.
d) Desligamento do integrante da empresa que representa.

Parágrafo I: A empresa cujo componente do Comitê se desligou ou foi transferido do Depto. de Viagens, poderá permanecer no Comitê até a sua recolocação no mercado, como Gestor de Viagens e indicar um substituto, sendo a indicação validada após análise pelos integrantes do Comitê.

Parágrafo II: O integrante que se aposentar em pleno exercício da Gestão de Viagens, permanecerá como membro do Comitê por tempo indeterminado.

DISPOSIÇÕES GERAIS:


É permitida a atuação de cada um dos integrantes do Comitê como consultores e palestrantes de gestão de viagens, desde que respeitando o código de ética.

Qualquer posição do Grupo perante entidades externas, formal ou informal, será encaminhada para avaliação do Comitê.

Uma lista, contendo os nomes dos componentes do grupo com as respectivas empresas representadas, acompanhará as correspondências enviadas pelo Comitê.

Caso algum elemento do grupo não queira que seu nome faça parte da lista referida no item anterior, deverá manifestar-se formalmente a Coordenação.

Os convites para participação em eventos, quando em nome do Comitê, deverão ser encaminhados a Coordenação, para encaminhamento para aprovação pelo Comitê.

A participação em eventos (nacionais / internacionais) estará vinculada a análise prévia do Comitê, visando manter o foco nos assuntos de interesse do grupo.

Anexo A

Código de Ética e Conduta Para a Troca de Informações

1. Utilização:

Use as informações obtidas através do benchmarking dentro do Comitê de Viagens Corporativas somente com a finalidade de introduzir melhorias nas operações ou processos de sua organização. O uso ou divulgação de dados e práticas adotadas pelas organizações participantes do Comitê exige a prévia permissão das mesmas neste sentido.

2. Legalidade:

Caso exista algum questionamento pendente sobre a legalidade de uma atividade (ex: obtenção de informações privilegiadas, acordos comerciais), procure não praticá-la até que seja plenamente resolvido o questionamento legal a ela associado.

3. Intercâmbio:

3.1 Esteja disposto a fornecer aos seus parceiros do Comitê o mesmo tipo de informação e no mesmo nível de profundidade que você deles solicitará para uso próprio.

3.2 Desde o início de sua participação em um processo de benchmarking no Comitê de Viagens Corporativas, procure comunicar-se com os demais parceiros sempre da forma mais clara e transparente possível, visando evitar mal entendidos e ao mesmo tempo fortalecer o mútuo interesse pelo intercâmbio através do benchmarking.

4. Confidencialidade:

4.1 Trate o intercâmbio através de informações como algo, em princípio, restrito às pessoas e organizações participantes do Comitê.

4.2 As informações compartilhadas não devem ser repassadas para fora das fronteiras do Comitê de Viagens Corporativas, a menos que haja prévio consentimento neste sentido.

4.3 Evite comunicar o nome de um de seus contatos em um encontro ou reunião de caráter público, sem que haja autorização prévia para isto.