
Uma pesquisa aplicada pela NBTA Foundation - o braço de pesquisa da NBTA - National Business Travel Association - em gestores de viagens corporativas das maiores corporações do mundo, concluiu que a nuvem vulcânica sobre a Islândia e a maior parte da Europa, impactou negativamente as viagens de 80% das empresas, em um custo médio estimado em aproximadamente US$ 200 mil por empresa afetada, destacando a importância de uma efetiva administração das viagens corporativas.
A pesquisa com 234 participantes indicou que, em média, mais de 160 viajantes de cada companhia ficaram “paralisados ou encalhados” longe de suas casas, custando às empresas mais de US$ 197 mil em despesas de viagens imprevistas. Entre as aproximadamente 2.000 empresas representadas pela pesquisa, os dados indicam que mais de 310 mil empregados tiveram problemas de interrupção em suas viagens, custando às companhias pesquisadas mais de US$ 367 milhões coletivamente.
Michael W. McCormick, diretor executivo e COO da NBTA, disse: “Este foi um desastre natural para o livro dos recordes e um sobre o qual a indústria de viagens vai lembrar e aprender por muitos anos. A lição imediata é o poder da gestão de viagens nas empresas. Os travel managers estiveram trabalhando em jornadas estendidas por vários dias - junto com fornecedores parceiros nas travel management companies, companhias aéreas, hotéis, operadoras de trens e locadoras de automóveis -, para acomodar aqueles que estavam “paralisados” pelo fechamento do tráfego aéreo”.
O fechamento do espaço aéreo europeu também forçou o cancelamento de muitas viagens de negócios e de eventos, antes que elas começassem. A NBTA estima que suas empresas afiliadas cancelaram cerca de 5.600 eventos corporativos programados e mais de 165 mil viagens que ainda não aconteceram. E McCormick continua: “Imaginem, além dos prejuízos financeiros, quantas oportunidades as empresas perderam. Reuniões foram canceladas, clientes não foram visitados, mãos não foram apertadas e negócios não foram fechados”.
Apesar dos prejuízos financeiros, uma crise dessa magnitude prova o valor da administração de viagens. 76% das empresas afetadas foram capazes de assegurar a permanência em hotéis de seus viajantes “paralisados” e 62% fizeram arranjos alternativos de viagens, como a acomodação em voos charters (fretados) ou ônibus. Os gestores de viagens também proveram recursos de emergência para deslocar os viajantes (35%) e ajustaram suas políticas ou tetos de reembolso de despesas (23%). Um dos participantes da pesquisa respondeu: “Temos um amplo plano de recuperação de desastres. Apenas ativamos o plano e nossos viajantes e agências de viagens corporativas souberam exatamente o que fazer”.
McCormick comentou: “Habitualmente esquecemos o aspecto humano em crises como esta. As pessoas ficaram “paralisadas” por dias, muitas sem fundos suficientes ou mesmo sem uma quantidade suficiente de roupas limpas. Escutamos que travel managers ajudaram parentes desses viajantes a solucionar problemas para seus filhos, mães que perderam o casamento de suas filhas e até mesmo um viajante que não pôde voltar para casa para o enterro de seu pai. Os gestores de viagens ficaram em permanente contato com essas pessoas, trabalhando diligentemente para trazê-los para casa o mais rapidamente possível”.
E finalizou: “As empresas que ainda não possuem um sólido programa de administração de viagens implantado, não cumpriram com seu dever e responsabilidades nesta crise. Eu espero que nas próximas semanas elas estejam examinando suas políticas e decidindo pela implementação das melhores práticas em gestão de viagens, como a centralização das reservas e o rastreamento dos viajantes”.
Fonte:NBTA-National Business Travel Association.
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