
Quase três quartos dos gestores e compradores de business travel sofreram um “substancial impacto econômico” em função da paralisação dos voos provocada pelas nuvens vulcânicas na Europa. Setenta e um por cento dos travel managers/buyers de todo o mundo que responderam à pesquisa da ACTE - Association of Corporate Travel Executives, indicaram que foram afetados. Desse total, 36% descreveram as despesas imprevistas como “severas”, enquanto 35% as classificaram como “moderadas”. Outros 21% disseram que o impacto foi pequeno, enquanto 8% disseram não ter sido afetado. Entre os que responderam a pesquisa, 31% afirmaram que seus maiores desafios envolveram viajantes “paralisados” (pelo fechamento do espaço aéreo) e o cancelamento de eventos.
91% citou os viajantes “paralisados” como sua maior preocupação, enquanto o cancelamento de eventos foi a maior preocupação de 11% dos participantes da pesquisa. Outros 22% indicaram que os viajantes “paralisados”, o cancelamento de eventos, a redução de chamadas de vendas e o aumento de despesas foram prioridades simultâneas. Os remanescentes 11% disseram que não foram afetados. Menos da metade (47%) das empresas pesquisadas possui um plano para acomodar viajantes “paralisados”. 29% disseram não ter um programa específico para a crise, enquanto 25% acredita que a crise é tão extraordinária e rara, que nenhuma preparação poderia ter sido feita e que não possuem intenção imediata de mudar suas políticas.
“É importante notar que o fator financeiro desta crise tem um significado especial à luz de uma frágil recuperação dos negócios em geral e do business travel em particular, em relação a crise econômica global de 2008/2009”, disse Richard Crum, presidente da ACTE. “Se apenas um por cento da contribuição financeira da indústria para a economia global tiver sido afetada, isso equivalerá a aproximadamente € 4 bilhões. Contudo, como a pesquisa confirma, nossos membros concordam que a segurança de todos os viajantes continuará sendo o foco principal”, completou o executivo.
Já Chris Crowley, presidente eleito da ACTE do Reino Unido, que ficou “preso” pela paralisação nos EUA, disse que “os recursos de gestão de viagens foram utilizados em seu limite, na medida em que todos os esforços foram feitos para trazer de volta os viajantes para seus familiares. Os membros da ACTE - gestores de viagens, agentes de viagens, TMC’s e fornecedores em 82 países -, estiveram trabalhando 24 horas por dia, desde meados da semana passada, para trazer milhares de pessoas para casa. Estes foram seus desafios, seus compromissos e suas promessas”.
Agindo rapidamente após o fechamento de diversos aeroportos no norte da Europa, havia alternativas de transporte segundo 56% dos profissionais que responderam a pesquisa. Nesse grupo, 16% disseram que puderam movimentar seus viajantes por via férrea, barcos, ônibus e por transportes de superfície com motoristas, mas 40% disseram que esta última foi uma opção para um número muito pequeno de viajantes. 44% indicaram que não havia outras alternativas de transporte para seus viajantes.
Ao perguntar se as agências governamentais reagiram muito rapidamente ao fechar os aeroportos, 30% responderam que “sim” e 34% “não tinham certeza”. Ao responder se as agências governamentais responderam de forma muito devagar para reabrir os aeroportos, 39% disseram que “não”, 25% que “sim” e 35% que “não tinham certeza”.
As despesas imprevistas realizadas com esta crise já oneraram uma grande parte do orçamento de viagem de 2010. Ao responder a pergunta “os custos desta crise irão forçar sua empresa a viajar menos em 2010?”, 76% responderam que “não”, 22% disseram que “não tinham certeza”, enquanto apenas 2% disseram que “sim”. Ao responder a pergunta da ACTE “o que aconteceria se essa erupção vulcânica continuasse por meses ou mesmo por um ano, resultando em novos padrões de viagens resultantes pelas nuvens de cinzas. Como as empresas responderiam a isso?”. 29% responderam que eles dependeriam de respostas estratégicas, mas implementariam um imediato plano híbrido de viagens, combinando alternativas de viagens por trem, transportes terrestres e viagens eletrônicas. Outros 13% disseram que já possuíam programas para viagens eletrônicas e alternativas para eventos. E 39% indicaram que já tinham tanto respostas estratégicas quanto planos alternativos e 19% se sentiam confiantes no sentido de que não precisarão de nenhum deles.
Fonte:ACTE Association of Corporate Travel Executives.
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