quinta-feira, 22 de abril de 2010

ACTE 71% das empresas foram financeiramente afetadas pela crise aérea






Quase três quartos dos gestores e compradores de business travel sofreram um “substancial impacto econômico” em função da paralisação dos voos provocada pelas nuvens vulcânicas na Europa. Setenta e um por cento dos travel managers/buyers de todo o mundo que responderam à pesquisa da ACTE - Association of Corporate Travel Executives, indicaram que foram afetados. Desse total, 36% descreveram as despesas imprevistas como “severas”, enquanto 35% as classificaram como “moderadas”. Outros 21% disseram que o impacto foi pequeno, enquanto 8% disseram não ter sido afetado. Entre os que responderam a pesquisa, 31% afirmaram que seus maiores desafios envolveram viajantes “paralisados” (pelo fechamento do espaço aéreo) e o cancelamento de eventos.

91% citou os viajantes “paralisados” como sua maior preocupação, enquanto o cancelamento de eventos foi a maior preocupação de 11% dos participantes da pesquisa. Outros 22% indicaram que os viajantes “paralisados”, o cancelamento de eventos, a redução de chamadas de vendas e o aumento de despesas foram prioridades simultâneas. Os remanescentes 11% disseram que não foram afetados. Menos da metade (47%) das empresas pesquisadas possui um plano para acomodar viajantes “paralisados”. 29% disseram não ter um programa específico para a crise, enquanto 25% acredita que a crise é tão extraordinária e rara, que nenhuma preparação poderia ter sido feita e que não possuem intenção imediata de mudar suas políticas.

“É importante notar que o fator financeiro desta crise tem um significado especial à luz de uma frágil recuperação dos negócios em geral e do business travel em particular, em relação a crise econômica global de 2008/2009”, disse Richard Crum, presidente da ACTE. “Se apenas um por cento da contribuição financeira da indústria para a economia global tiver sido afetada, isso equivalerá a aproximadamente € 4 bilhões. Contudo, como a pesquisa confirma, nossos membros concordam que a segurança de todos os viajantes continuará sendo o foco principal”, completou o executivo.

Já Chris Crowley, presidente eleito da ACTE do Reino Unido, que ficou “preso” pela paralisação nos EUA, disse que “os recursos de gestão de viagens foram utilizados em seu limite, na medida em que todos os esforços foram feitos para trazer de volta os viajantes para seus familiares. Os membros da ACTE - gestores de viagens, agentes de viagens, TMC’s e fornecedores em 82 países -, estiveram trabalhando 24 horas por dia, desde meados da semana passada, para trazer milhares de pessoas para casa. Estes foram seus desafios, seus compromissos e suas promessas”.

Agindo rapidamente após o fechamento de diversos aeroportos no norte da Europa, havia alternativas de transporte segundo 56% dos profissionais que responderam a pesquisa. Nesse grupo, 16% disseram que puderam movimentar seus viajantes por via férrea, barcos, ônibus e por transportes de superfície com motoristas, mas 40% disseram que esta última foi uma opção para um número muito pequeno de viajantes. 44% indicaram que não havia outras alternativas de transporte para seus viajantes.

Ao perguntar se as agências governamentais reagiram muito rapidamente ao fechar os aeroportos, 30% responderam que “sim” e 34% “não tinham certeza”. Ao responder se as agências governamentais responderam de forma muito devagar para reabrir os aeroportos, 39% disseram que “não”, 25% que “sim” e 35% que “não tinham certeza”.

As despesas imprevistas realizadas com esta crise já oneraram uma grande parte do orçamento de viagem de 2010. Ao responder a pergunta “os custos desta crise irão forçar sua empresa a viajar menos em 2010?”, 76% responderam que “não”, 22% disseram que “não tinham certeza”, enquanto apenas 2% disseram que “sim”. Ao responder a pergunta da ACTE “o que aconteceria se essa erupção vulcânica continuasse por meses ou mesmo por um ano, resultando em novos padrões de viagens resultantes pelas nuvens de cinzas. Como as empresas responderiam a isso?”. 29% responderam que eles dependeriam de respostas estratégicas, mas implementariam um imediato plano híbrido de viagens, combinando alternativas de viagens por trem, transportes terrestres e viagens eletrônicas. Outros 13% disseram que já possuíam programas para viagens eletrônicas e alternativas para eventos. E 39% indicaram que já tinham tanto respostas estratégicas quanto planos alternativos e 19% se sentiam confiantes no sentido de que não precisarão de nenhum deles.

Fonte:ACTE Association of Corporate Travel Executives.

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Estatuto do Comite de Viagens Corporativas

DATA: 04.06.2001
Atualizado em: 30.09.2009 e 14.05.2010, por unanimidade.

ESTATUTO

FUNDAÇÃO

Fundado em maio de 2001, formado por Gestores de Viagens, representando as empresas onde atuam.

OBJETIVOS

O Grupo tem por objetivo atuar no mercado de viagens de negócio, através de “benchmarking” e otimização de processos administrativos, visando atender as necessidades e expectativas do Grupo e das empresas, obtendo resultados significativos e influenciando positivamente nas mudanças ocorridas neste mercado.

Em função das particularidades das empresas representadas no Grupo, será mantido um alto padrão de ética em relação às informações passadas e discutidas, conforme Código de Ética denominado “Anexo A” do presente Estatuto.
Parágrafo ÚNICO: As negociações comerciais das empresas representadas no grupo não são objeto de discussão no mesmo.

ESTRUTURA:

Para efeito de organização interna, o grupo manterá um número máximo de 20 (vinte) empresas representadas, contando com uma Coordenação composta de três membros eleitos pelo voto direto, tendo como atribuições:

- Elaborar pauta das reuniões e levar ao conhecimento do grupo para aprovação.
- Organizar e disponibilizar recursos para realização das reuniões.
- Convidar e coordenar a presença de convidados externos.
- Coordenar as reuniões conforme pauta e critérios pré-estabelecidos.
- Atuar como ponto focal para os integrantes do Comitê.
- Elaborar e divulgar Atas das Reuniões para todos os integrantes do Comitê.
- Manter controle de presença e adesão, levando para definição pelo Comitê os casos de desligamento e admissão.

REUNIÕES E EVENTOS:

O Comitê se reunirá com periodicidade mensal, em local, data e horário definidos nas reuniões, respeitando a antecedência mínima de 30 dias para realização. Reuniões extraordinárias poderão ser convocadas para tratar de assunto emergencial específico.

PARTICIPAÇÃO:

A participação nas reuniões é obrigatória.
Só serão aceitas como justificativas de faltas, aquelas que estiverem fundamentadas nos casos de férias, luto, gala ou licença maternidade/paternidade.

Serão abonadas as faltas nos casos de reuniões realizadas fora da cidade do Rio de Janeiro.

O titular pode ser representado por um suplente, desde que habilitado a discutir os assuntos objeto dos encontros.

PREMISSAS PARA ADESÕES E PERMANÊNCIA:

- Tenha vaga em aberto, dentro do limite de empresas estabelecido no estatuto.
- Tenha ocorrido o convite ou indicação de um dos componentes do grupo.
- Encaminhe o questionário de avaliação devidamente preenchido, com os dados da empresa e da pessoa que irá representá-la no Comitê.
- Exerça controle efetivo sobre as despesas de viagens e política de sua empresa.
- Seja aprovado pela maioria dos atuais membros do Comitê.

DESLIGAMENTOS:

Os desligamentos do grupo poderão ocorrer nos seguintes casos:

a) Solicitação por escrito do componente (ação voluntária).
b) Falta injustificada em 03 (três) reuniões ordinárias durante o ano, consecutivas ou não.
c) Conduta antiética do componente.
d) Desligamento do integrante da empresa que representa.

Parágrafo I: A empresa cujo componente do Comitê se desligou ou foi transferido do Depto. de Viagens, poderá permanecer no Comitê até a sua recolocação no mercado, como Gestor de Viagens e indicar um substituto, sendo a indicação validada após análise pelos integrantes do Comitê.

Parágrafo II: O integrante que se aposentar em pleno exercício da Gestão de Viagens, permanecerá como membro do Comitê por tempo indeterminado.

DISPOSIÇÕES GERAIS:


É permitida a atuação de cada um dos integrantes do Comitê como consultores e palestrantes de gestão de viagens, desde que respeitando o código de ética.

Qualquer posição do Grupo perante entidades externas, formal ou informal, será encaminhada para avaliação do Comitê.

Uma lista, contendo os nomes dos componentes do grupo com as respectivas empresas representadas, acompanhará as correspondências enviadas pelo Comitê.

Caso algum elemento do grupo não queira que seu nome faça parte da lista referida no item anterior, deverá manifestar-se formalmente a Coordenação.

Os convites para participação em eventos, quando em nome do Comitê, deverão ser encaminhados a Coordenação, para encaminhamento para aprovação pelo Comitê.

A participação em eventos (nacionais / internacionais) estará vinculada a análise prévia do Comitê, visando manter o foco nos assuntos de interesse do grupo.

Anexo A

Código de Ética e Conduta Para a Troca de Informações

1. Utilização:

Use as informações obtidas através do benchmarking dentro do Comitê de Viagens Corporativas somente com a finalidade de introduzir melhorias nas operações ou processos de sua organização. O uso ou divulgação de dados e práticas adotadas pelas organizações participantes do Comitê exige a prévia permissão das mesmas neste sentido.

2. Legalidade:

Caso exista algum questionamento pendente sobre a legalidade de uma atividade (ex: obtenção de informações privilegiadas, acordos comerciais), procure não praticá-la até que seja plenamente resolvido o questionamento legal a ela associado.

3. Intercâmbio:

3.1 Esteja disposto a fornecer aos seus parceiros do Comitê o mesmo tipo de informação e no mesmo nível de profundidade que você deles solicitará para uso próprio.

3.2 Desde o início de sua participação em um processo de benchmarking no Comitê de Viagens Corporativas, procure comunicar-se com os demais parceiros sempre da forma mais clara e transparente possível, visando evitar mal entendidos e ao mesmo tempo fortalecer o mútuo interesse pelo intercâmbio através do benchmarking.

4. Confidencialidade:

4.1 Trate o intercâmbio através de informações como algo, em princípio, restrito às pessoas e organizações participantes do Comitê.

4.2 As informações compartilhadas não devem ser repassadas para fora das fronteiras do Comitê de Viagens Corporativas, a menos que haja prévio consentimento neste sentido.

4.3 Evite comunicar o nome de um de seus contatos em um encontro ou reunião de caráter público, sem que haja autorização prévia para isto.